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Inoculantes serão vendidos a pequenos produtores da Tanzânia em cooperação com uma fundação de Bill Gates

19.02.2019 / Todas / 0 Comentários

 

 

Agricultura na Tanzânia
A empresa participa de um projeto de conscientização e a adoção de novas tecnologias para os pequenos agricultores em Tanzânia.

A companhia Argentina de microbiologia agrícola Rizobacter anunciou que foi habilitada para comercializar seu inoculante Rizoliq Top em Tanzânia. O acordo é uma conquista de N2Africa, um projeto de pesquisa financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates para ajudar aos produtores africanos a obter maiores rendimentos de seus cultivos de leguminosas através da fixação biológica de nitrogênio.

“A disponibilidade de inoculantes segue sendo um desafio na Tanzânia e em muitas partes da África, mas é através deste tipo de parceria e enfoques sistêmicos que as leguminosas podem converterem-se em uma opção rentável para os pequenos agricultores”, explicaram desde a empresa.

O CEO e vice-presidente da empresa, Ricardo Yapur, contou ao LA NACION que há dez anos a empresa tem presença na África. “Temos uma base forte na África do Sul e estamos tentando chegar a toda África Subsaariana. O inoculante já é comercializado no Quênia e agora na Tanzânia. Estamos trabalhando para conseguir os registros em Zâmbia, Uganda e Nigéria”, explicou o executivo.

Rizobacter trabalhou em uma parceria público-privada junto a IITA Tanzania, mediada pelo projeto N2Africa, para obter o novo registro de Rizoliq Top, um inoculante líquido de rizobios para soja com tecnologia de osmoproteção.

Agricultura na Tanzânia
Desenvolvedores da região junto a Ignacio Ardanaz (com camiseta branca), gerente da Rizobacter na África.

Para alcança-lo, a empresa argentina se associou a Seedco, uma empresa de sementes com operações em 14 países da África Subsaariana, com o objetivo de desenvolver o mercado de soja da Tanzânia.

Segundo explicado pela Rizobacter, a associação entre ambas as empresas e o apoio do FIPS África (uma organização sem fins lucrativos que promove a promoção de insumos agrícolas) é fundamental para oferecer um pacote composto pelas variedades de soja adaptadas localmente e de maior rendimento e o inoculante de rizobios.

“É um desafio e um orgulho chegar a esses países”, admitiu Yapur. “Ver nossos ensaios na África e os agricultores utilizando nossos produtos é uma conquista muito grande. Os produtores desenvolvem uma agricultura de subsistência: quanto mais os ajuda a produzir, melhor comem e quando começam a produzir um pouco mais começam a comercializar e a comprar coisas que os permite ter contato com o mundo”, afirmou.

Por sua parte, Ignacio Ardanaz, gerente regional da Rizobacter, explicou: “Trabalhar estreitamente com esta equipe encabeçará a conscientização e a adoção desta nova tecnologia para os pequenos agricultores na Tanzânia”.

O projeto

N2Africa seleciona e prova genótipos de leguminosas de bom potencial, pesquisa para identificar as cepas de rizobios mais adequadas e tenta otimizar a gestão dos campos de leguminosas.

Com fundos da Fundação Bill e Melinda Gates, N2Africa tem estado ativa desde 2013 na Etiópia, Tanzânia e Uganda, e desde 2009 no Congo, Gana, Quênia, Malawi, Moçambique, Nigéria, Ruanda e Zimbábue. Os cultivos de leguminosas locais são o feijão, o grão-de-bico, a fava, o amendoim e a soja, entre outros.

Em 2017, N2Africa já havia chegado a mais de 600.000 pequenos agricultores com tecnologias melhoradas para a produção de leguminosas de grãos. “A inoculação, sem dúvidas, é uma solução eficiente para melhorar a produção em países da África e por esta razão, Rizobacter decidiu estar ali”, explicaram desde a empresa argentina, que nasceu em 1977 e está presente em 30 países com produtos como inoculantes, terapêuticos de sementes, coadjuvantes e fertilizantes.

Confira também mais informações sobre esse projeto no site Mais Soja


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