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A cor do dinheiro

02.09.2019 / Institucional / 0 Comentários

Ricardo Yapur é co-fundador e CEO da Rizobacter, especializada na produção de produtos biológicos para o campo. Desde sua cidade natal em Pergamino, ele desenvolveu sua empresa em 30 países no mundo. Yapur é o maior empregador da cidade e fatura US$150 milhões.

Ele é conhecido em toda a sua cidade natal por ser engenheiro agrônomo co-fundador e CEO da maior empregadora da cidade. Yapur administra uma empresa de 500 funcionários, que ocupa quase 40% do parque industrial. Aos 61 anos, continua trabalhando e atuando diretamente com os costumes do campo. Quando não está viajando, está na Rizobacter. Enquanto ele mostra os laboratórios, o centro administrativo e as fábricas especiais em parceria com a Syngenta e os franceses de De Sangosse, Yapur demostra muita energia entre os apertos de mãos e chamando cada um pelo primeiro nome. No começo, sua encruzilhada foi sair para conquistar o mundo. 

E pelo que os resultados mostram, ele conseguiu. Ele garante que o idioma das transações comerciais é baseado na confiança. “Sempre há um tradutor por perto, não é complicado se nós oferecermos qualidade”, afirma. Mas ele tem outra carta na manga. Yapur garante que o que aumenta os rendimentos das colheitas se paga sozinho. Segundo seus ensaios, se a semente de soja é inoculada, o rendimento aumenta entre 150 e 500 kilos a mais por hectare dependendo se o plantio acontece num solo de primeiro ano ou num solo de muito tempo de agricultura. No pior dos casos são obtidos US$ 30 extras (a mais). “Não há negócios lícitos no mundo que ofereçam isso”, ele fala.

Seu pai trabalha num campo de 35 hectares de seus avós que tiveram que sustentar sete irmãos. Assim, ele tomou consciência de que sua saída era estudar e foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de La Plata. Uma viagem para o Equador nos anos 80, onde a soja era uma monocultura, ajudou-lhe a entender o processo dos inoculantes que servem para fertilizar o solo, no caso das chamadas leguminosas. A Rizobacter os fez com cepas resistentes a altas temperaturas e secas. O mercado nos Estados Unidos foi aberto e eles associaram-se aos franceses para uma fábrica de fertilizantes microgranulados em Pergamino e entraram na África através da África do Sul. Eles também marcaram presença no Paraguai, Bolivia, Uruguai e no Brasil. 

“Vamos conquistando um a um. Nós investimos os 30% que faturamos em pesquisa”, explica Yapur. Uma de suas fábricas fomula produtos para empresas multinacionais como a Basf e a Corteva. Outra empresa possui parceria com a De Sangosse, com seu coração perto de Touluse. Com um investimento de US$ 30 milhões, desenvolveram um fertilizante microgranulado para toda a região, o que traz uma economia gigantesca em termos de logistica.

Yapur reafirma que o seu principal objetivo é manter o foco. “Agora, temos a precisão de um laser para melhorar permanentemente o que sabemos fazer”, diz. A Rizobacter exemplifica a união da pesquisa pública com o setor privado. O INTA fornece as cepas de bactérias ou fungos para o tratamento de sementes e faz produtos personalizados de acordo com o clima e o tipo de solo. Desta forma, nasceu o primeiro curasemente da Argentina para trigo e cevada além de biofungicidas, bioinseticidas e bio remediação.

Yapur antecipa suas próximas conquistas: Jordânia, Egito, Marrocos e Vietnã com tratamentos para sementes de algodão. “Nós vendemos tecnología de ponta”, explica, lembrando que a empresa nasceu numa garagem.


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