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Mulheres conquistam espaço no agronegócio, mas disparidade com homens ainda é evidente

08.03.2018 / Notícias / 0 Comentários

O Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, é uma data que se divide entre enaltecer as conquistas obtidas pelas mulheres, e também evidenciar que o espaço feminino na sociedade ainda é menor quando comparado ao masculino. Este também é o cenário quando o assunto é a participação da mulher no agronegócio. Aos poucos, elas têm conquistado cargos de liderança no setor.

Segundo pesquisa recente, 60% das mulheres que trabalham no campo têm ensino superior

Segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje as mulheres do campo são responsáveis por quase metade da renda familiar (42,4%), valor superior ao das que vivem nas cidades (40,7%). Em 2000, ainda de acordo com o IBGE, as mulheres chefiavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios particulares. Em 2010, esta proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios.

E estas mulheres também estão capacitadas para atuar no campo. Uma pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) consultou 301 mulheres que atuam na agropecuária. Conforme o estudo, 60% das entrevistadas têm curso superior, e 88% são independentes financeiramente.

Embora estejam satisfeitas com a atuação neste setor, 71% das mulheres consultadas consideram que já enfrentaram problemas motivados por questões de gênero. Enquanto os homens são mais aceitos no ambiente de trabalho, elas relataram que sentem dificuldades para serem ouvidas ou ascenderem profissionalmente, mesmo que sejam capacitadas para isso.

Dados do Anuário das Mulheres Brasileiras, publicado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) em 2011, deixam claras as dificuldades impostas à mulher de baixa renda e escolaridade que sobrevive do trabalho no campo, em relação ao acesso à terra, créditos e insumos agrícolas.

Na época da pesquisa, dos 27,1% dos empregos permanentes da agropecuária, somente 5,1% eram ocupados por mulheres. Quanto aos empregos temporários, os homens totalizavam 17% contra 6,1% das mulheres. Tristemente, a única estatística que as mulheres lideravam era referente ao trabalho não remunerado. 30,7% das mulheres trabalhavam sem expectativa de ganho financeiro, contra 11,1% de homens na mesma situação.

Ainda no quesito remuneração, o Anuário informa que mais de 80% das mulheres residentes na área rural recebem até um salário mínimo por mês. Tanto que, em 2012, o tema oficial da ONU para o Dia Internacional da Mulher foi “Empoderar as mulheres rurais para acabar com a fome e pobreza”.


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