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Como seria a campanha com a soja resistente à seca

13.03.2018 / Notícias / 0 Comentários

Se estivesse no mercado, a soja resistente à seca poderia contribuir com quase 5 milhões de toneladas a mais, ou seja, 10% a mais em relação às projeções de safra que circulam atualmente. De acordo com a Bioceres, que já tem esta soja aprovada, mas espera pela aprovação na China para que seja lançada a nível comercial, considerando os rendimentos médios dos últimos cinco anos, e assumindo um corte de 20% para a safra 2017/2018, a tecnologia poderia adicionar pelo menos 5 milhões de toneladas a mais de produção do que é esperado atualmente.

Soja resistente à seca aumentaria projeções das safras atuais em 10%

Vale lembrar que ontem a Bolsa de Cereais de Buenos Aires novamente fez outro corte na colheita, de 2 milhões de toneladas, e a deixou em 42 milhões. "Esta análise é feita para cada departamento ou regiões em que a soja foi colhida nos últimos cinco anos", disse Federico Trucco, CEO da empresa.

A empresa tem esta soja em parcelas onde se pode observar um cultivo com o gene e outro sem.

O produto da empresa possui um fenótipo de tolerância à seca, dado pela introdução do gene HAHB4, proveniente do girassol e que codifica a proteína HAHB4, cuja função está relacionada à resposta das plantas a vários estresses abióticos.

De acordo com a empresa, a proteína HAHB4 é um fator de transcrição. Ele regula a atividade de genes específicos envolvidos na resposta natural da planta às condições de estresse.

"A introdução do gene HAHB4 em outras espécies de plantas tem sido associada à tolerância das plantas a diferentes estresses ambientais, incluindo a seca", afirma a empresa.

Eles apontam que o mecanismo de ação causa um atraso na entrada da planta no processo de senescência. "Isso permite que a planta mantenha temporariamente todos os seus processos funcionando, em vez de interrompê-los em face da restrição de água".

"No final do período de cultivo, as plantas com o gene HAHB4 mostram um aumento no rendimento em condições ambientais adversas quando comparadas com as não modificadas", segundo a Bioceres.

Conforme destacam, a expressão da proteína HAHB4 está sob a ação de seu promotor natural no girassol, "por isso é apenas expressa na presença de estresse". Como resultado, antes da aparição de um episódio de estresse, se observa um aumento no rendimento.

A história do gene se reporta ao trabalho do Dr. Raquel Chan, da Universidade Nacional do Litoral, que descobriu que o gene HAHB4 no girassol tinha como função ativar os mecanismos de resposta das plantas contra o estresse abiótico (água e sais) e bióticos (outros organismos).


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