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Temos as condições para nos posicionarmos em um lugar de liderança, afirma Ricardo Yapur

12.03.2019 / Institucional / 0 Comentários

Na Argentina, o setor agropecuário é e seguirá sendo um setor muito dinâmico apesar da falta de políticas a longo prazo. Do ponto de vista da conjuntura, existe uma demanda mundial crescente de alimentos e de tecnologias que promovam uma agricultura mais sustentável. Nosso país tem condições para se posicionar em um lugar de liderança para responder às novas necessidades internas e externas. Tanto os produtores como as empresas contam com o capital biológico, cultural e de conhecimento que imprimem ao agro argentino uma atitude inovadora. Vem demonstrando uma adaptação a mudanças e uma fortaleza que fazem com que o campo não se detenha, ainda em situações de extrema complexidade.
Embora no ano passado a atividade sofreu uma retração, em primeiro lugar, pela seca mais importante da história, e, logo, pelas altas taxas de juros que dificultam o financiamento e impõem obstáculos à cadeia de cobranças, acredita-se que se aproxima uma melhora da produção para 2019. O volume de produção se recuperará devido a uma colheita recorde de trigo com bons preços e aumentam as perspectivas.
Estima-se que a implantação projetada de soja, milho, trigo, girassol e cevada para a campanha 2018/19 por um total de 34,4 milhões demandará um investimento do setor produtivo superior aos US$ 10 bilhões, dos quais mais de 90% correspondem a soja, milho e trigo. E, assumindo que o rendimento se assemelha a seu valor tendencial para cada cultivo. As plantações permitiriam obter na campanha uma produção total de grãos de pouco mais de 120 milhões de toneladas, muito acima dos 99 milhões da campanha anterior e o segundo maior registro da história.
Por outro lado, os bons prognósticos climáticos para o atual ciclo e a maior rentabilidade, alinhado com a desvalorização do peso, fazem prever uma colheita recorde e um aumento dos investimentos do setor. Este incremento será o pilar para recuperar o crescimento econômico a níveis mais positivos.
Com relação às retenções temporárias de 12% aplicadas pelo Governo às exportações, embora representam maior carga tributária, as margens brutas não se veriam tão afetadas, já que o ganho cambial atenua o impacto das retenções. A medida imposta implica exportar a um tipo de cambio de $4 a menos que a cotação oficial, que seguem sendo uma paridade competitiva.
O aumento da demanda de alimentos a nível mundial abre uma dupla janela de oportunidade a países como a Argentina, tanto para produzir os cultivos que precisam, como para exportar as biotecnologias que se aplicam no setor agrícola. Hoje, o uso de moléculas químicas está fortemente questionado em países da Europa e Índia. Registra-se uma tendência mundial de crescimento da ordem de 14% anuais no uso de produtos biológicos, enquanto que o mercado dos químicos está estagnado.
A Argentina hoje é notícia no mundo pelo desenvolvimento do gene HB4 que proporciona às sementes dos principais cultivos tolerância à seca e salinidade. Isso, quando em breve chegar ao campo, marcará um novo salto de qualidade na produção e está acompanhado de outras biotecnologias para o tratamento de sementes como inoculantes, capazes de dar uma resposta adaptativa à mudança climática, também desenvolvidos no país.
Isto demonstra que nosso país está na vanguarda das novas demandas e que há empresas dispostas a investir em inovação e desenvolvimento, mesmo que ainda não haja implantado suficientemente um mercado de capitais capazes de financiar à ciência, como ocorre em outros países com o grande desenvolvimento das startups.


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